Projeto que fixa valor do ICMS em combustível será votado, diz Bolsonaro

Ao elogiar Lira, presidente disse que chefe da Câmara deve pautar proposta, que atingirá os Estados, na semana que vem

Brasília – O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Parlamento tem “melhorado muito” e elogiou o atual presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), com quem tomou café da manhã nesta quinta-feira (10). O chefe do Executivo criticou o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), antecessor de Lira no comando da Casa.

Projeto que fixa valor do ICMS em combustível será votado, diz Bolsonaro. (Foto: Divulgação)

“Acabei de tomar café com o presidente da Câmara. Que diferença em relação ao anterior, que ninguém lembra mais. Onde é que ele anda, alguém sabe?”, perguntou o mandatário a apoiadores presentes na saída do Palácio da Alvorada.

Ainda sobre Lira, Bolsonaro afirmou que o parlamentar deve colocar em votação, na semana que vem, projeto que informará nominalmente o valor do ICMS sobre combustíveis. De acordo com declarações recentes de Bolsonaro, a ideia é de o ICMS sobre combustíveis tenha valor fixo em cada Estado.

“Que seja um valor fixo para cada Estado. Rio de Janeiro vai botar R$ 1 no álcool, São Paulo R$ 1,20, Espírito Santo R$ 0,80. Cada um bote o valor que bem entender”, disse o presidente em transmissão na última quinta-feira pelas redes sociais. Ele sustenta também que postos deveriam colocar na nota fiscal a composição do preço do combustível.

Além de críticas a governadores, Bolsonaro afirmou que ao informar os preços, também ficará evidenciado o “nó” que é o valor do transporte do combustível. Para ele, existe um “monopólio” do transporte de combustíveis que precisa ser quebrado. “Se quebrar esse monopólio do transporte de combustível, o preço vai lá pra baixo”, afirmou nesta quarta-feira.

Energia Solar

A apoiadores que criticaram propostas que tramitam no Congresso para taxar a energia solar, Bolsonaro afirmou que é preciso “brigar para não taxar nada”. Ele já afirmou anteriormente que vetará o projeto que revisa normas para a geração distribuída (painéis solares), caso seja aprovado.

A proposta está em vias de ser votada pela Câmara. O presidente repetiu que o País vive a “maior crise hidrológica da história”, e que, por isso “não podemos criar problemas para quem quer investir em energia solar”.

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