Seduc gasta R$ 22,6 mi com merenda na Covid

Educação já pagou R$ 22,6 milhões para a atual empresa Pajura Comércio Atacadista de Produtos Alimentícios Ltda., em contrato firmado durante a gestão do ex-secretário Luís Fabian Barbosa

Manaus – Desde o ano passado, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) já pagou R$ 22,6 milhões para a atual empresa Pajura Comércio Atacadista de Produtos Alimentícios Ltda. em contrato firmado durante a gestão do ex-secretário Luís Fabian Barbosa. A Pajura presta serviços de fornecimento de refeições preparadas às escolas do Estado. Apenas em 2020, em meio a pandemia causada pela Covid-19, a empresa recebeu R$ 20.613.493,14 e neste ano foram R$ 2.060.600.

(Foto: Divulgação/Seduc) Em maio a gestão de Fabian na Seduc assinou termo para aumentar em 6,99% o valor de contrato

Em maio deste ano, a gestão de Fabian na Seduc assinou termo para aumentar em 6,99% o valor de contrato para atender ao Centro Educacional de Tempo Integral (Ceti) localizado em São Paulo de Olivença. Com o aditivo, o valor global para o Ceti passa a ser R$ 1,8 milhão em favor da empresa Pajura. Em 19 de maio foi emitida nota de empenho no valor de R$1.344.000.

‘Barsa’

No último dia 17, o GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (GDC) publicou reportagem informando que, durante gestão do ex-secretário de Estado de Educação do Amazonas Luís Fabian Barbosa, e em plena pandemia causada pela Covid-19, a Seduc contratou, sem licitação, serviços da enciclopédia Barsa Digital ao custo de R$ 18,4 milhões aos cofres do Amazonas.

Desde agosto do ano passado, a empresa Editora Planeta do Brasil, que fornece os serviços da Barsa, recebeu R$ 18.405.777,60, sendo R$ 8.366.235,84, neste ano, e R$ 10.039.541,76 em 2020. O maior pagamento foi efetuado em 26 de março deste ano, em plena pandemia da Covid-19, R$ 1.673.249,96.

Chama atenção que o contrato visa “aquisição de acesso ‘online’ individualizado, em obra paradidática do tipo enciclopédia de formato digital, para atender aos alunos do Ensino Médio nas escolas da Capital e da Região Metropolitana da Rede Estadual de Ensino”. Ou seja, o gasto visa atender apenas alunos de Manaus e das cidades próximas à capital. A origem dos recursos é a cota parte da contribuição do Salário-Educação.

O GDC teve acesso ao contrato original em que consta a informação de que “a Secretaria Executiva Adjunta Pedagógica disponibilizará o endereço eletrônico de cada aluno cadastrado no Sistema Integrado de Gestão Educacional do Amazonas (Sigeam), matriculado no Ensino Médio, na Zona Metropolitana de Manaus, bem como dos professores que atuam no Ensino Médio, lotados nas respectivas escolas”.

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