Senadores questionam atraso de Marcellus Campêlo em avisar falta de oxigênio no AM

Ex-secretário de Saúde disse que somente no dia 7 de janeiro de 2021, as 23 horas, informou o ex-ministro de Saúde, Eduardo Pazuello, sobre a crise do oxigênio no Estado

Manaus – O senador Rogério Carvalho (PT-SE) questionou o ex-secretário de Estado de Saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo, sobre o atraso em relatar ao Ministério da Saúde a falta de oxigênios durante o colapso nas redes hospitalares do Estado, em janeiro deste ano.

A indagação ocorreu durante o depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, no Senado Federal, nesta terça-feira (15). O ex-secretário afirmou na CPI que já havia um aumento na demanda por atendimentos e internações no Amazonas em julho de 2020, mas que somente no dia 7 de janeiro de 2021, as 23 horas, informou o ex-ministro de Saúde, Eduardo Pazuello, sobre a crise do oxigênio.

“Ele disse que no dia 14 de janeiro o consumo era nove vezes maior do que no dia 7. O que aconteceu para o consumo explodir em nove vezes e as pessoas morrerem sufocadas? Porque não consigo entender o que aconteceu. Se estava tudo normal e o consumo eram o mesmo, como é que em alguns dias depois ele fica nove vezes maior?”, indagou o senador petista.

Em seguida, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) também fez coro ao questionamento do senador Rogério, ao relatar que a Secretaria de Saúde do Amazonas (SES-AM) tinha conhecimento do aumento do consumo por oxigênio desde o mês de julho de 2020.

“Em julho, o consumo de oxigênio já estava em 413 mil m³. Já tinha praticamente dobrado e a Secretaria tem conhecimento disso. Em agosto e setembro, mais de 400 mil. Quando chega novembro, o consumo de oxigênio vai para 505 mil m³. Esse crescimento não foi de uma hora pra outra. Houve tempo e notificação”, disse o senador.

***Mais informações em instantes***

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