‘SES é responsável pela falta de oxigênio no AM’, afirma ex-ministro da Saúde

Durante depoimento na CPI da Pandemia, o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que Secretaria de Estado de Saúde (SES) não acompanhou a produção e o aumento de consumo do insumo

Manaus – O ex-ministro da saúde Eduardo Pazuello afirmou na CPI da Pandemia, no Senado, que a responsabilidade da crise de oxigênio no Amazonas, registrada durante a segunda onda da pandemia do coronavírus, foi da Secretaria de Estado de Saúde (SES), por não ter acompanhado de perto a produção e o aumento de consumo do insumo.

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) questionou ao ex-ministro da saúde se “há quem deve ser atribuída a falta de oxigênio em Manaus”. Na resposta, Pazuello disse que a preocupação e o acompanhamento deveriam ter partido da SES.

“Fica claro para mim que a preocupação com o acompanhando do oxigênio não era foco da Secretaria de Saúde do Amazonas, porque eles ficaram focados em outras coisas em dezembro. No próprio plano de contingência, apresentado pela secretaria para nós, não apresentava nenhuma medida sobre oxigênio”, afirmou o ex-ministro.

Ex- ministro da Saúde responsabilizou a SES pela crise de oxigênio no Amazonas (Foto: Divulgação)

Pazuello revelou que a empresa White Martins, principal fornecedora do insumo, estava operando com uma reserva estratégica, prevendo uma possível falta de oxigênio para atender hospitais de Manaus.

“A empresa White Martins, que é a grande fornecedora, já vinha consumindo sua reserva estratégica e não fez essa posição de uma forma clara. Começa aí a primeira posição de responsabilidade. Cabe o contra ponto disso, que é o acompanhamento da Secretaria de Saúde, que não foi feito. Se a SES tivesse acompanhado de fato e de perto a situação da produção e consumo do oxigênio, teria descoberto que estava sendo consumida uma reserva estratégica, e que medidas precisariam ser feitas”, disse o ex-ministro da saúde.

Eduardo Pazuello lembrou que o Ministério da Saúde só tomou conhecimento da falta de oxigênio no dia 10 de janeiro, em reunião com o Governo do Amazonas, em Manaus.

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