Simone Papaiz diz que não teme prisão por conta do superfaturamento de respiradores

“Não há possibilidade de ninguém ser processado. O administrativo de aquisição aconteceu como é previsto em lei”

Manaus – A secretaria da Susam, Simone Papaiz, convocou entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (10) para dar explicações sobre a operação Apneia, deflagrada pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM) e Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), para investigar indícios do superfaturamento na compra de ventiladores pulmonares.

A secretária de Saúde, Simone Papaiz (Foto: Reprodução/Facebook)

As autoridades estiveram na sede da Secretaria de Saúde do Amazonas (Susam) para recolher documentos que possam ajudar nas investigações. Segundo o secretário Executivo da Susam, Marcellus Campêlo, pouca coisa foi levada do órgão. “No mandado de prisão havia apenas 3 contratos, um estava duplicado, por isso foram levados apenas 2 contratos e alguns HD’s de computadores usados pelos funcionários envolvidos na contratação da empresa”, disse o secretário.

A operação na sede da Susam durou cerca de 3 horas. Os servidores que estavam no prédio, foram impedidos de saírem e os que funcionários que chegavam para trabalhar, não puderam entrar. Em cada acesso ao local, havia um policial civil. Após 3 horas a entrada foi liberada.

A secretária da Susam não demonstrou preocupação com a operação, já que o contrato foi assinado anterior a sua administração. “Não há possibilidade de ninguém ser processado. O administrativo de aquisição aconteceu como é previsto em lei. A secretaria do estado abriu o processo de aquisição dos equipamentos baseados em questões técnicas e o quantitativo não foi absurdo. Então não temos nenhuma possibilidade de prisão, de forma alguma”, finalizou.

Anúncio