Sócio de Dissica tem negócios com Estado

O programa AMAZONAS DIÁRIO, do GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (GDC), apresentou contrato firmado no Detran-AM com empresa de sócio de Dissica Calderaro no valor de R$ 1,9 mi

Manaus – O programa AMAZONAS DIÁRIO, do GRUPO DIÁRIO COMUNICAÇÃO (GDC), apresentou, nesta terça-feira (23), reportagem sobre empresa de sócio do empresário Dissica Tomaz Calderaro, que já tem R$ 1.966.560 empenhado do Governo do Amazonas, apenas neste ano, segundo dados do Portal da Transparência do Estado.

O AMAZONAS DIÁRIO, focado no jornalismo investigativo, é exibido às 18h no canal 27,1, com sinal aberto, e no canal 78 da NET, na RECORD NEWS MANAUS, além do PORTAL D24AM.

A empresa Semper Vincit é de propriedade de Daniel Maia Damasceno, sócio de Dissica em outra empresa,  o que revela uma estreita relação entre os dois. Chama atenção o fato do atual governador Wilson Lima ter sido empregado do empresário quando era apresentador de programa na TV A Crítica.

A Semper Vincit tem um contrato para fornecer serviços de tecnologia composto por infraestrutura, links de comunicação de dados, provimento de acesso à internet e aplicativos de mensagens para o Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM) e, em 2020, já recebeu R$ 628,1 mil.

A Semper Vincit tem um contrato para fornecer serviços tecnológicos ao Detran e, em 2020, já recebeu R$ 628.160 (Foto: Sandro Pereira/Arquivo-GDC)

A relação próxima entre Daniel e Dissica é revelada na sociedade que os dois mantém na empresa Imex Br Comercio Importação e Exportação Ltda. Segundo e reportagem, Daniel é diretor financeiro da empresa de comunicação A Crítica.

As polêmicas envolvendo o Detran não são novidades. Em março deste ano, o GRUPO DIÁRIO revelou que o diretor-presidente do Detran-AM, Rodrigo de Sá Barbosa, é sócio da empresa Força e Garantia Serviços Ltda. (FG Serviços) que, entre outras atividades, oferece serviços de regulamentação de veículos e despacho, além de atuar diretamente com o órgão. Documentos, fotos e notas fiscais comprovam os serviços prestados pela empresa. O fato revela, no mínimo, conflito de interesse de Barbosa, delegado da Polícia Civil e dono de uma firma que opera junto ao órgão onde ele próprio é o gestor.

Na época, Rodrigo de Sá afirmou que o fato de ser delegado de polícia não o impede de ser sócio em nenhuma empresa e que a empresa (FG Serviços) não presta nenhum tipo de serviço na esfera governamental, muito menos realiza qualquer atividade de regulamentação ou documentação veicular. O GDC divulgou uma imagem da porta da empresa onde há o anúncio de serviços veicular.

A reportagem do GDC consultou o diretor-presidente do Detran, Rodrigo de Sá Barbosa, além de Daniel Damasceno e o empresário Dissica Calderaro para ouvi-los sobre o assunto, mas não recebeu retorno até o fechamento desta edição. O espaço está aberto para manifestação dos citados.