TJAM investe na melhoria da internet para interior e facilita acesso à Justiça

Presidente do Tribunal, Yedo Simões disse que os primeiros municípios a receberem o link de internet estão próximos da capital e depois será em Tefé e Alvarães, que são os mais distantes

Manaus – Yedo Simões, desembargador presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas tomou posse há três semanas e lançou, na última sexta-feira (27), em Itacoatiara, o projeto de expansão do acesso à internet no interior.

Yedo Simões, desembargador presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). (Foto: Divulgação/TJAM/Chico Batata)

Como vai funcionar a implantação do projeto de expansão do acesso à internet nas comarcas do interior do Estado?

Antes de assumir a presidência acionei a direção anterior na transição e sugerimos a contratação dos links para possibilitar a comunicação no interior do Estado, e agora estamos em processo de instalação. Os primeiros municípios a receberem foram os mais próximos à capital e depois testamos em Tefé e Alvarães, que são mais distantes, agora estamos expandindo ao restante. Até novembro, os links estarão em todos os 62 municípios.

De que forma os links de internet aumentarão a produtividade da Justiça no interior?

Um dos compromissos quando assumi a presidência foi voltar os olhos para o interior. Teremos uma capacidade dez vezes maior para tornar mais eficaz o trabalho nos municípios do interior do Estado. No lançamento de hoje (sexta-feira), fizemos uma teleconferência com Manaus que foi muito bem-sucedida e que possibilita dar acesso remoto eficaz e com qualidade no trabalho. Assim, nós podemos expandir os cursos de capacitação dos servidores, ações mais rápidas, audiência no interior, como, por exemplo, nos casos de transferência de presos, em que o juiz poderá ouviu-lo sem parar com o processo, além de diminuir os custeios com passagens aéreas e deslocamentos. É uma forma de aproximar a Justiça da população.

O orçamento do TJAM é suficiente para projetos como esse?

O nosso orçamento não é suficiente, nós estamos economizando em alguns setores para investir em outros, buscamos a melhoria da arrecadação com maior controle dos gastos para que possamos investir. Se não tivermos recursos, os projetos não seguem. Alguns não dependem do Fundo de Reaparelhamento do Poder Judiciário, nem do orçamento do Tribunal. Inserir a energia solar para economizar recursos do Tribunal para que o link de internet seja contínuo é outro projeto que gostaria de colocar em prática. As comarcas do interior são servidas por meio de termelétricas e algumas comarcas chegam a passar seis horas sem energia em um dia.

E como o senhor pretende conseguir recursos para colocar esses projetos em prática?

No caso desse projeto, vamos buscar financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) que dá um prazo de carência. O projeto gera recursos para o Tribunal para pagar esse investimento. O fundo de reaparelhamento servirá para comprarmos equipamentos, material e dar qualidade ao serviço.

Quando tomou posse, o senhor também falou da necessidade de concurso. Qual a previsão para que seja lançado?

O primeiro passo para o concurso público foi dado com a criação da comissão que vai levantar as necessidades do Tribunal, quais cargos precisamos, mas, provavelmente, deve ser voltado aos níveis Médio e Superior. Ainda não sabemos a quantidade de vagas, mas estamos visando à atividade-fim que passa por pessoas formadas em Direito. Obtivemos um ganho no orçamento de 2019 que será necessário para fazer. Ainda na minha gestão vamos trabalhar para levantar as necessidades para o concurso. Mas, até o fim do ano, ainda estaremos trabalhando com o orçamento já aprovado anteriormente e praticamente todo executado. Para 2019, o orçamento vai possibilitar melhora da estrutura física dos nossos polos, rede elétrica, logística e de equipamentos. Estou muito satisfeito com os resultados do link e queremos avançar ainda mais, dar continuidade ao que foi bom e avançar na melhoria do atendimento à população.