Vítimas de violência são alvo de emenda na ALE

Emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022 que tramita na Assembleia visa a qualificação e inserção de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar no mercado de trabalho

Manaus – O problema da violência doméstica sofrida por mulheres, todos os dias, precisa ser objeto de políticas públicas e requer atenção de todos os entes da Federação. Pensando nisso, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado (ALE), deputado Roberto Cidade (PV), apresentou uma Emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022 para qualificação e inserção de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar no mercado de trabalho.

Na justificativa ao pedido, o parlamentar destaca os números divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) de violência contra a mulher no período da pandemia do novo coronavírus.

“No Estado do Amazonas, de acordo com dados da SSP-AM, entre janeiro e fevereiro de 2021 foram registrados 1.023 casos de violência doméstica em Manaus e 73 casos no interior do Estado”, disse o presidente da ALE.

Proposta que tramita na ALE é medida para amparar mulheres vítima de violência (Foto: Danilo Mello / ALE)

O parlamentar lembrou ainda que muitos dos casos de violência doméstica e familiar acontecem porque a mulher acaba dependendo financeira e emocionalmente do companheiro. E que, portanto, qualificar e inserir a mulher no mercado de trabalho é garantir uma alternativa a essas mulheres vítimas de violência.

“Qualificar profissionalmente e inserir estas mulheres no mercado de trabalho fará com que adquiram autonomia financeira e vai dar possibilidade de escolha, frente a um possível relacionamento abusivo que venham a ser submetidas”, pontuou.

O projeto foi entregue dentro do prazo à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Assembleia Legislativa. A votação da LDO deve ocorrer até a próxima quarta-feira (14).

“Qualificar profissionalmente e inserir estas mulheres no mercado de trabalho fará com que adquiram autonomia financeira e vai dar possibilidade de escolha, frente a um possível relacionamento abusivo que venham a ser submetidas.”

Roberto Cidade, presidente da Assembleia Legislativa e autor da propositura.

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