Wilker constata que Central de Medicamentos comprou materiais mais caros que OS do Delphina Aziz

Durante fiscalização, o parlamentar constatou que durante pandemia, o órgão do Governo comprou itens e materiais mais caros. ‘Ficou muito claro que mais uma vez o dinheiro do contribuinte foi lesado’, disse o deputado estadual.

Manaus – Titular da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, o deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) visitou nesta sexta-feira (11), a Central de Medicamentos do Amazonas (CEMA) como parte das investigações da comissão. Durante a fiscalização, o parlamentar constatou que o órgão do Governo comprou, durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), itens e materiais mais caros daqueles praticados ao Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), Organização Social (OS) que gerencia o Hospital e Pronto Socorro Delphina Aziz. Entretanto, a fonte pagadora foi a mesma: o Estado, através do dinheiro do contribuinte.

O deputado Wilker Barreto, constata que Central de Medicamentos comprou materiais mais caros que OS do Delphina Aziz e dinheiro do contribuinte foi lesado (Foto: Divulgação)

Em reunião com o coordenador da CEMA, Rafael Poloni, Wilker afirmou que os preços praticados pelos fornecedores do Estado devem ter sempre o menor preço para a Administração Pública, principalmente a Cema, que adquiri em grandes quantidades. Uma das compras constatadas foi a aquisição de macacão profissional, vendido à R$ 215 a unidade para a Cema, enquanto que a OS comprou por R$ 140.

 

Para o membro da CPI, o Governo errou por não negociar por valores mais baratos, já que a Cema tem maior adesão e deveria ser praticado o preço mais em conta.

 

“Ficou muito claro que mais uma vez o dinheiro do contribuinte foi lesado. O governo errou em aceitar que os fornecedores vendam mais barato para a OS em menor quantidade e mais caro para a Cema que compram em maior volume. Na administração pública, os preços praticados devem ser os mais baratos, ou pode ter expertise do fornecedor? “, relatou Barreto, frisando que a CPI irá solicitar a glosa desses pagamentos.

 

“Quero lembrar que a OS vive de recursos públicos, ou seja, é um ente público. Então, não se pode vender um mesmo item no mesmo período com uma variação gigantesca de preço. Irei solicitar junto a CPI a glosa desses pagamentos porque isso é o dinheiro do povo que está sendo aplicado de forma errada”, finalizou.

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