Wilker ingressa com representação no TCE para que governador do AM devolva dinheiro da Expoagro 2019

O parlamentar apresentou duas representações: uma referente ao pagamento de quase R$ 800 milhões para quitar dívidas de exercícios anteriores e a outra sobre valor pago por estacionamento que sediou a Expoagro 2019

Manaus – O deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) ingressou, nesta terça-feira (14), com duas representações contra o governador do Amazonas, Wilson Lima. A primeira solicita que o Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) investigue o pagamento de quase R$ 800 milhões feitos pelo Estado para quitar dívidas de exercícios anteriores. A outra pede ao TCE-AM e ao Ministério Público do Amazonas (MPE-AM) a devolução de R$ 800 mil pagos, em 2019, para o aluguel de 14 dias do estacionamento da Fundação Nilton Lins, onde foi realizada a 41º Exposição Agropecuária do Amazonas (Expoagro). Ambas, segundo o parlamentar, foram práticas contra o erário público.

Em seu pronunciamento na Sessão Ordinária virtual da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), o parlamentar afirmou que o anúncio do governo de alugar o Hospital Nilton Lins por R$ 2,6 milhões, pelo prazo de três meses, para servir de hospital qualificado para atendimento de pacientes contaminados pelo novo coronavírus (Covid-19), custará R$ 866 mil por mês, ou seja, contradiz com o valor pago para a realização da Expoagro durante 14 dias, o equivalente a R$ 57 mil por dia.

O deputado Wilker Barreto (Foto: Divulgação)

“O governo pagou R$ 800 mil para usar o estacionamento da Nilton Lins por 14 dias para a Expoagro 2019, ou seja, R$ 57 mil por dia. Enquanto isso, a estrutura completa do Hospital Nilton Lins em 30 dias custará R$ 28 mil por dia. É no mínimo contraditório e configura o dano ao erário. Estou representando para que o Governo devolva o dinheiro da Expoagro para os cofres públicos”, explicou Barreto.

O Líder da Minoria da Casa aproveitou também para criticar a decisão do Executivo em pagar R$ 755.931.448,29 de dívidas relativas a exercícios anteriores, mesmo em meio a pandemia da Covid-19, que já contaminou 1.275 pessoas e causou 71 mortes no Estado.

“Não adianta nada os profissionais de saúde se dedicarem na linha de frente do combate ao coronavírus, se o Estado não garantir recursos para o enfrentamento da doença. Foram R$ 750 milhões do povo do Amazonas para pagamentos que não são ilegais, mas é imoral no momento de crise, onde cada centavo faz falta para o socorro da economia e para os que estão passando fome durante o confinamento”, finalizou Wilker.

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