Wilson Lima cuidava ‘pessoalmente’ de contrato fraudado, diz STJ

Governador do Amazonas é apontado como responsável por manobra que favoreceu empresário em contratos milionários no Estado

Brasília – Na decisão em que determinou as ações contra o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), nesta quarta-feira (2), o ministro Francisco Falcão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), apontou ação direta do governador do Estado para fraudar o processo de contratação da Fundação Nilton Lins, que mantém um hospital em Manaus, para prestar serviços de Saúde durante a pandemia de Covid-19. A informação foi divulgada na coluna Radar, do jornalista Robson Bonin, da revista Veja, nesta quarta-feira.

Ministro Francisco Falcão apontou ação direta de Wilson Lima para fraudar o processo de contratação da Fundação Nilton Lins (Foto: Reprodução / Instagram)

Conforme noticiado na coluna, a investigação apontou inicialmente que a licitação foi dispensada e o contrato foi direcionado para que o hospital, escolhido pessoalmente por Wilson Lima, fosse o escolhido para assumir um negócio de R$ 2,6 milhões. As fraudes em favor do hospital, no entanto, teriam sido ainda maiores, pois as investigações apontaram irregularidades do mesmo tipo em períodos anteriores.

“Há indícios no sentido de que o processo de dispensa de licitação tenha sido montado e datado de forma retroativa para dar ares de legalidade à escolha da Fundação Nilton Lins, feita diretamente por Wilson Miranda Lima, que, além de haver se manifestado publicamente sobre a contratação, segundo elementos de prova coligidos quando da busca e apreensão decretada no inquérito, sempre acompanhou pessoalmente as questões relacionadas à execução do contrato, o que justifica a nova realização da medida de busca e apreensão nos endereços residencial e profissional do governador”, escreveu o ministro Falcão.

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