Anvisa divulga orientação de como notificar eventos adversos a vacinas

‘Não é preciso ter certeza de que o medicamento é a causa da reação, a suspeita já é suficiente’, informa a agência

São Paulo – A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) divulgou nesta segunda-feira (21) uma orientação de como notificar um evento adverso de vacina ou de medicamento.

A agência explica que, para notificar, não é preciso ser profissional de saúde. “Qualquer cidadão pode realizar a notificação por meio de um sistema eletrônico específico para essa finalidade: o VigiMed”, informou, por meio de nota.

Reações adversas da vacina contra a covid-19 podem ser notificadas na Anvisa (Foto: Tânia Rego / Agência Brasil)

A Anvisa ressalta que o sistema é utilizado desde 2018 no lugar do Notivisa. Segundo a agência, o programa é “intuitivo, tem navegação rápida e oferece orientações sobre o preenchimento dos campos obrigatórios”. “Além disso, a transmissão das notificações está harmonizada internacionalmente. Em outras palavras: as informações do Brasil podem fazer parte do banco de dados da OMS e ganhar escala global”, acrescenta.

Desde a implementação desse sistema, houve um crescimento no número de notificações realizadas diretamente pelos cidadãos, passando de 64,7 por milhão de habitantes, em 2018, para 120,7 por milhão de habitantes, em 2020, de acordo com a Anvisa.

“É importante observar que a qualidade dos dados inseridos no VigiMed é fundamental para subsidiar a análise pelas equipes técnicas especializadas da Anvisa”, ressalta.

Para realizar a notificação, é preciso identificar o produto e informar o fabricante e o número do lote. “Não é preciso ter certeza de que o medicamento é a causa da reação. A suspeita já é suficiente. A ideia é manter o monitoramento de modo a garantir que os benefícios do uso de medicamentos e vacinas sejam maiores que os riscos por eles causados”, finaliza a agência.

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