Confira quais são os problemas capilares mais comuns de acordo com a idade

Problemas capilares acometem diferentes faixas etárias, podendo ser passageiros ou persistentes que demandam atenção de um médico especialista em cabelos

Manaus – A idade pode ter uma influência direta nos problemas capilares identificados, seja em adultos como também nas crianças.

Conhecer quais os tipos de ocorrências que são mais frequentes em cada faixa etária é importante para identificar essas anormalidades e buscar auxílio especializado precocemente.

Problemas que antes alguns tentavam solucionar com práticas ineficazes ou tratamentos farmacêuticos sem orientação médica, hoje possuem respostas mais objetivas graças a uma área especializada dentro da saúde.

Problemas capilares acometem diferentes faixas etárias, podendo ser passageiros ou persistentes que demandam atenção de um médico especialista em cabelos (Foto: Divulgação)

Quais os problemas capilares na infância?

Durante a infância os problemas capilares são mais incomuns, mas também podem se manifestar, demandando atenção do pediatra e, em alguns casos, de um profissional mais especializado.

Piolhos

Os piolhos não têm relação com a idade, no entanto, eles são mais comuns em crianças em idade escolar. É um mito achar que eles preferem cabeça suja. Nesse caso, a higiene não está relacionada.

Também não é possível preveni-los, só restando aos responsáveis tratar toda vez que a criança se infesta.

O contato físico maior em escolas e creches é o responsável pelo contágio.

Trata-se de um problema comum na infância, e, apesar de não ser  tão grave, exige observação constante dos pais.

Queda de cabelo

Nas crianças a queda de cabelo pode ter relação com algumas condições, como micose do couro cabeludo, deficiência nutricional, alopecia areata e distúrbios endócrinos.

A queda de cabelo pode se manifestar de formas distintas de acordo com a causa, mas ao identificar a queda excessiva, os pais devem buscar auxílio especializado para diagnóstico e tratamento.

Problemas capilares na adolescência

A adolescência é um período em que as pessoas começam a se preocupar mais com a imagem e com possíveis comparações.

É também a fase de formação da personalidade e, portanto, muito sensível a traumas.

Na puberdade, os hormônios modificam os cabelos, favorecendo a queda e afinamento dos fios em pessoas predispostas.

Além disso, o uso de produtos e procedimentos capilares também podem deixar suas marcas e causar incômodos.

Alguns deles incluem:

● Frizz: muitas meninas com cabelos ondulados ou enrolados reclamam do frizz na adolescência visto que ainda não aprenderam a cuidar melhor dos fios. A indicação é fazer uma rotina de hidratação e também não pentear os fios secos;

● Danos térmicos: ao começar a cuidar dos cabelos também é comum iniciar o uso do secador e chapinha. Esses aparelhos, quando usados com muita frequência ou sem o manuseio correto, podem provocar danos térmicos aos fios causando queda e quebra, além de contribuírem para o ressecamento;

● Anabolizantes: principalmente entre os meninos, o uso de anabolizantes para ganhar massa pode desencadear problemas capilares precocemente, inclusive com um início precoce de alopecia androgenética, mas também queda devido às substâncias presentes nessas formulações;

● Bonés, chapéus e toucas: o uso excessivo abafa os cabelos, favorecendo o crescimento de fungos, caspa e até a queda dos fios.

Em suma, a maioria dos problemas capilares na adolescência podem ser prevenidos e evitados adotando cuidados simples e que são muito bem vindos quando acompanhados de diálogo com adultos mais próximos.

Quais os problemas capilares em homens?

Nos homens adultos duas ocorrências estão mais frequentemente relacionadas aos problemas capilares.

Calvície

A alopecia androgenética é a principal causa de queda de cabelo entre homens adultos. Apesar de ser hereditária, portanto herdada dos progenitores, ela costuma se manifestar a partir dos 30 anos, mas pode ocorrer antes.

Na calvície surge a miniaturização dos fios (afinamento) até que o cabelo para de nascer. Trata-se de um tipo de queda que se concentra nas entradas e topo da cabeça, gerando o formato de coroa característico.

Embora muitos tentem solucionar a calvície após todo seu efeito, o recomendável é obter um diagnóstico cedo, se valendo de um início precoce do tratamento.

Dermatite seborreica

A dermatite seborreica, ou caspa, também é comum entre os homens. Ela é causada pelo excesso de oleosidade no couro cabeludo e pode ter relação com uma proliferação fúngica.

Para minimizar os problemas relacionados à caspa recomenda-se o uso de cosméticos capilares apropriados, evitar banhos com água quente, lavar os cabelos regularmente, principalmente após suar ou se a cabeça ficar abafada, como pelo uso de bonés.

Quais os problemas capilares em mulheres?

Nas mulheres adultas os problemas capilares podem ter relação com fatores fisiológicos, ambientais e genéticos. Algumas das ocorrências mais comuns incluem:

● Excesso de químicas: realizar muitos tratamentos químicos sem intervalo entre eles pode danificar os fios causando ressecamento e até mesmo quebra e queda dos fios;

● Queda de cabelo: as mulheres podem ser acometidas pela alopecia de padrão feminino, principalmente após a menopausa, causando o afinamento dos fios e uma rarefação difusa. A queda também pode ocorrer depois da gestação devido alterações hormonais e em pacientes com síndrome dos ovários policísticos;

● Dermatite seborreica: a ocorrência também acomete as mulheres e não tem relação com falta de higienização dos fios, podendo ser amenizada com banhos entre morno e frio, uso de shampoos apropriados e, quando necessário, medicação específica.

Portanto, todas as faixas de idade estão suscetíveis a problemas capilares, que podem ser passageiros ou levarem um período mais prolongado.

Apesar de comuns, todos os casos podem evoluir para algo mais grave quando não prevenidos ou tratados.

A recomendação é buscar o auxílio de um médico especialista em cabelos assim que identificar os primeiros sintomas, como queda de cabelo, coceira, vermelhidão ou rarefação dos fios.

Com o diagnóstico precoce aumentam as chances de sucesso do tratamento capilar.

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