Dados da OMS revelam que o nível de ansiedade e depressão aumentaram durante a pandemia

No Dia Mundial da Saúde Mental, especialista alerta sobre o acompanhamento médico profissional e colaboração de familiares e amigos

Manaus – Criado em 1992, pela Federação Mundial de Saúde Mental (World Federation for Mental Health), o Dia Mundial da Saúde Mental foi instituído para ser lembrado todo dia 10 de outubro. Neste dia são realizadas diversas atividades que estimulam as buscas para encontrar soluções para quem passa por problemas psicológicos, e precisa buscar ajuda médica.

(Foto: Divulgação)

A data visa chamar a atenção pública para a questão da saúde mental global, e identificá-la como uma causa comum a todas as pessoas, ultrapassando barreiras nacionais, culturais, políticos ou socioeconômicas. Além disso, combater o preconceito e o estigma à volta da saúde psicológica, também são intuitos do dia.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a saúde mental uma prioridade e defende que não é estritamente um problema de saúde. Segundo o órgão, a saúde mental vai além da ausência de doenças psicossomáticas e se caracteriza por um bem-estar em que o indivíduo reconhece suas capacidades e limitações e consegue perceber o seu papel social, tornando-se agente de sua própria história.

Ainda segundo novos dados da OMS, bilhões de pessoas em todo o mundo poderiam ter sido afetadas com a doença devido à pandemia de COVID-19, que estaria causando um impacto adicional na saúde mental das pessoas.

 

Crescimento durante pandemia

De acordo com o Dr. Carol Costa Júnior, psicólogo clínico e neuropsicólogo, a questão precisa estar atrelada ao acompanhamento médico profissional e colaboração de familiares e amigos.

“Apesar de todo o avanço tecnológico que a humanidade já passou, nenhum aparato até o momento conseguiu estabilizar ou melhorar a saúde mental das pessoas consideravelmente. Com a chegada desse vírus, que podemos chamá-lo de ‘inimigo invisível’, vários casos de ansiedade e depressão explodiram no mundo, isso reflete em como a sociedade ainda continua frágil diante de problemas que lhe tiram o controle”, diz Carol.

Para o psicólogo, também houve o aumento considerável de consumo nos medicamentos para aliviar a tensão e ansiedade, o ‘boom’ nos consultórios nesta época, reflete justamente na questão de que o homem – ser social, já se acostumou a viver em sociedade e não isolado, e até que a sua rotina não se restabeleça, ou seja a volta ao ‘normal’ não aconteça, esses casos podem aumentar caso não haja intervenções de conscientização.

“Se algo não vai bom na cabeça tudo desanda, tendo em vista que somos seres emocionais,  se você não está produzindo algo que lhe dá prazer, ou teve que sair do seu foco diante desta pandemia, possivelmente foi afetado por uma certa melancolia, e certamente que algumas pessoas necessitam de acompanhamento médico, visto que esta é uma doença que evolui rapidamente caso não seja tratada com devido cuidado”, alerta o psicólogo.

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