Mentoplastia: cirurgia plástica no queixo busca melhorar simetria do rosto

Procedimento tem como objetivo remodelar o queixo, seja para diminuir ou aumentar seu tamanho

Curitiba –Inovações na área da estética ocorrem a todo momento e, com o intenso tráfego de informações proporcionados pelas redes sociais, surgem cada vez mais novidades e dúvidas. Um dos procedimentos que vem ganhando destaque é a mentoplastia, popularmente conhecida como cirurgia plástica no queixo, uma das alternativas para quem busca mais simetria da face sem fazer procedimentos cujas alterações sejam muito drásticas.

A técnica é usada para melhorar a estética, corrigir uma deformidade ou ajustar a simetria na face. Assim como o nariz é considerado fundamental para o perfil, o queixo também é, já que ambos estão centralizados no rosto.

Mentoplastia tem ganhado destaque entre os procedimentos estéticos faciais (Foto: Reprodução / Pexels)

“A cirurgia é realizada tanto para o aumento (do queixo), em caso de pacientes que tenham uma deficiência nessa região, como para a diminuição, fazendo o desgaste no mento para que haja um recuo”, explica o cirurgião plástico Fernando Nakamura. Segundo ele, a cirurgia visa maior harmonia por meio do contorno da região inferior da face, melhorando as proporções do perfil.

Alinhamento com testa e nariz

Apesar de não parecer, o queixo tem um papel muito importante na simetria facial, alinhado com testa e nariz. É comum encontrar casos que pacientes procuram corrigir o nariz por parecer exagerado, mas apenas um aumento do queixo já solucionaria a falsa impressão, pois o nariz parece grande pela falta de proporção em relação ao terço inferior da face.

O médico avisa que, antes de qualquer procedimento, deve ser feita uma avaliação cuidadosa por um profissional, já que existem contraindicações relativas a esse tipo de intervenção estética.

“Pacientes que não tenham uma oclusão adequada ou algum problema na articulação temporomandibular (conhecida como ATM), vão obter apenas uma melhoria estética, sem ganhos na parte funcional”, diz ele.

Arnaldo Korn, diretor do Centro Nacional – Cirurgia Plástica, conta que essa cirurgia não deve gerar mudanças bruscas na fisionomia: “O procedimento visa apenas um melhor equilíbrio, mantendo suas características pessoais. Para isso, um estudo é realizado antes para escolher o tamanho ideal da prótese”, ressalta ele.

O volume da região pode ser alterado de diferentes modos e Nakamura lista quais são: enxerto de gordura, preenchimento com ácido hialurônico, implantes de silicone, prótese de Porex (um outro tipo de material que se integra ao osso) e também um avanço ósseo, cerrando o osso e fixando-o com placas e parafusos.

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