Dor no braço após vacina: efeito é da agulha ou da substância?

Reações locais após aplicação da injeção estão entre as mais frequentes nos estudos clínicos dos imunizantes contra covid

São Paulo – Uma das principais queixas de quem toma as vacinas contra a covid-19 tem sido a dor no local da injeção. Este tipo de reação é, de fato, o que mais aparece nos estudos clínicos de todos os imunizantes — e a boa notícia é que não representam risco à saúde.

O clínico geral Érico de Oliveira, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, explica que injeções intramusculares, como as usadas para as vacinas disponíveis hoje, podem causar a dor local tanto pela agulha como pela substância.

Vacinas em uso contra covid são de aplicação intramuscular
ADRIANO ISHIBASHI/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO

A agulha usada, afirma o médico, precisa atingir o músculo, o que requer que tenha um calibre um pouco mais grosso.

O organismo da mesma forma de quando pisamos em um caco de vidro, gerando uma inflamação, exemplifica Oliveira. O fato de ter um líquido injetado também pode responder pela reação local.

“A maioria das pessoas não sente nada, ou sente uma pequena dorzinha muscular. Isso tem a ver com o volume de líquido injetado também. Aquilo tem que ocupar um espaço dentro do músculo e pode gerar dor. Se você comprimir, vai ter dor; se fizer movimento naquele músculo, vai ter dor. A maioria das pessoas prefere fazer a injeção no braço esquerdo para não atrapalhar tanto a movimentação”, acrescenta o médico,

Os componentes de algumas vacinas podem estar associados também à inflamação, segundo o clínico geral.

“E tem a ver certamente com a substância que foi injetada lá também, que gera uma resposta de inflamação depois. […] Algumas vacinas dão mais reação do que outras — e tudo bem.”

Para aqueles que se sentem desconfortáveis com a dor, a recomendação é fazer apenas compressa gelada no local da injeção, recomenda Oliveira.

“Isso melhora sozinho e está prevenindo doenças que são muitas vezes desastrosas. Não é um argumento para deixar de se prevenir.”

*Com informações do R7

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