Exame doppler previne pacientes de AVC

O tratamento, apesar de ser complexo, se realizado no tempo correto, há chances de evitar sequelas

Manaus – Pessoas a partir de 40 anos de idade, hipertensas, diabéticas ou fumantes, devem fazer o exame da carótida pelo menos uma vez ao ano. O alerta é do médico vascular Luís Cláudio Cruz.

O especialista explica que por meio do exame doppler de carótidas é identificado o possível entupimento na artéria carótida e vertebral, onde é observado se há obstrução. Essa artéria é responsável por levar o sangue para irrigar a região cerebral onde caso ocorra entupimento, há o risco de AVC isquêmico.

O médico chama atenção para os sintomas que podem indicar um AVC isquêmico, entre eles o desmaio que é considerado o mais comum, seguido de tonturas e perda da consciência por segundos.

Luís Cláudio explica a diferença do AVC isquêmico para o hemorrágico. No AVC isquêmico, há falta de oxigênio, como há um entupimento na carótida logo o sangue não vai oxigenar a região, levando a morte do tecido cerebral, ou seja, o infarto dessa área cerebral, a falta de oxigênio chama-se isquemia. Já o AVC hemorragico é quando rompe o vaso cerebral e há uma inundação do sangue no tecido cerebral por isso leva essa denominação.

O tratamento, apesar de ser complexo, se realizado no tempo correto, há chances de evitar sequelas, como o cateterismo, que consiste na colocação de stent, uma mola unida a um balão chamado angioplastia de carótida e vertebral. O índice de sucesso chega a mais 90 %, revela Luís Cláudio.

Anúncio