Governo deve comprar 24 milhões de máscaras

Diante do aumento de casos suspeitos de coronavírus no Brasil, a expectativa é de que máscaras e aventais sejam distribuídos para unidades de saúde em duas a três semanas

São Paulo – O Ministério da Saúde decidiu alterar critérios para a compra de máscaras e aventais diante do aumento de casos suspeitos de coronavírus no Brasil. A pasta deverá publicar um edital para a compra de 24 milhões de máscaras e 12 milhões de aventais. A expectativa é de que os produtos sejam distribuídos para unidades de saúde em duas a três semanas. A compra será fracionada e não necessariamente concentrada em apenas um fabricante, como na regra atual.

O Ministério da Saúde deverá publicar um edital para a compra de 24 milhões de máscaras e 12 milhões de aventais (Foto: Reuters/Kham)

Na última quarta-feira (26), o secretário executivo da pasta, João Gabbardo Reis, chegou a dizer que o governo poderia acionar a Justiça para garantir o fornecimento dos produtos. Após negociação com o setor, isso não será necessário, disse Gabbardo.

A negociação para a compra fracionada foi feita após empresas alegarem não haver quantidade suficiente para atender à demanda em apenas uma companhia. Cada empresa participante da licitação deverá apresentar proposta de fornecer, no mínimo, 500 mil unidades do produto.

A pasta anunciou ainda que publicaria nesta quinta-feira (27) edital para a compra de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Serão comprados blocos de dez leitos para serem instalados em hospitais de referência. Pela licitação, a empresa vencedora terá de ir aos hospitais e instalar os equipamentos de UTI em uma semana. Além disso, será responsável pela manutenção.

Orçamento

O ministério estima que gastará R$ 140 milhões para comprar os insumos. “As despesas estão dentro do nosso orçamento. Dependendo do tamanho que a epidemia tiver, da quantidade de internações necessárias e das áreas de UTI, nós vamos precisar de algum reforço orçamentário”, disse Gabbardo.

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