Infecções com sintomas recuam 94% entre vacinados, indica estudo

Pesquisa israelense levou em conta 1,2 milhão de pessoas e, entre pessoas imunizadas, os casos graves diminuíram 92% no País

Israel – O maior estudo realizado até agora em Israel, com 1,2 milhão de pessoas, mostra uma redução de 94% nas infecções sintomáticas entre as pessoas vacinadas contra a Covid-19.

Israel usa vacina da Pfizer para imunizar população. (Foto: Divulgação/Abir Sutan/EFE/EPA)

O estudo, divulgado neste domingo (14) pela Clalit, maior plano de saúde do País, comparou a eficácia da vacina entre 600 mil usuários que receberam as duas doses do Pzifer e o mesmo número de número de pessoas sem imunização.

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A análise também mostra uma queda de 92% no número de pessoas que adoeceram com gravidade, em comparação com aquelas que não receberam doses. “Estudos anteriores lidaram com infecções, mas não com sintomas”, explicou Ran Balicer, epidemiologista do Clalit, a uma televisão do País.

Os resultados publicados até o momento corroboram as expectativas de eficácia da vacina a partir da primeira semana após o recebimento da segunda dose e mostram uma maior resposta imunológica nas semanas seguintes, embora esses dados ainda sejam preliminares.

Israel só usou a vacina Pzifer até agora, embora tenha 100 mil doses de Moderna que mantém em armazenamento refrigerado. O País continua liderando a campanha de vacinação no mundo, com mais de 2,5 milhões de residentes imunizados com duas doses, e 3,9 milhões com a primeira, em uma população de cerca de 9 milhões de habitantes.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que atualmente 75% das pessoas infectadas têm menos de 39 anos, depois que a campanha atingiu a maioria da população com mais de 60 anos.

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