Infectologista alerta sobre tratamentos da Covid-19 postados nas redes sociais

Os especialistas alertam que mensagens como está podem levar as pessoas a se automedicarem, o que pode trazer risco a saúde

Manaus – Um texto que circula nas redes sociais nos últimos dias fala sobre a forma de tratamento sobre a Covid-19. Os especialistas alertam que mensagens como está podem levar as pessoas a se automedicarem, o que pode trazer risco a saúde. O ideal é procurar um profissional para dizer quais os sintomas que o paciente tem para que seja receitada a medicação correta.

A mensagem diz que o sistema de saúde no Brasil está em colapso e profissionais da saúde prepararam o texto de tratamento para evitar que as pessoas irem ao hospital. No conteúdo diz que os sintomas só aparecem a partir do 3º dia de contágio e relata todos os possíveis sintomas que são parecidos com uma gripe. E logo em seguida receita medicamentos. O Infectologista Marcos Guerra, Diretor-Presidente da Fundação de Medicina Tropical do Amazonas, pede para que as pessoas não sigam textos das redes sociais e que procurem assistência médica profissional.

“As pessoas com sintomas clássicos da Covid-19 devem procurar uma assistência médica que está sendo disponibilizado no serviço público. Apesar de se dizer que tem um número elevado de casos, mas em respeito à sua própria vida e saúde, a pessoa deve procurar um profissional que possa avaliar e mensurar qual é o agravo e quais os sintomas que estão evoluindo para que possa ser feita uma recomendação de tratamento em casa mesmo com sua observação ou uma avaliação mais acentuada para saber qual a gravidade do caso que possa aparecer. Então o profissional é que deve ser consultado e não o que está sendo divulgado na mídia”, disse o infectologista.

Na continuação do texto, diz que a partir do quarto dia, outros sintomas aparecem já na fase inflamatória e receita outros medicamos para sintomas específicos. Na terceira fase, que é a cura, o texto faz várias recomendações para a pessoa se recuperar. “É necessário agir antes da febre aparecer e não esperar a febre chegar para tomar o antibiótico”, consta no texto. Outro ponto que o infectologista abordou foi o automedicamento que deve ser evitado.

“Como qualquer doença, a automedicação é prejudicial. Primeiro porque pode mascarar sintomas mais graves ao eliminar aquele sintoma principal. E depois porque o leigo não tem como saber qual o medicamento correto, qual a dosagem correta que ele deve utilizar para poder tratar. Muitos desses remédios são para tratamentos de sintomas, mas não tratamento da doença. Então é preciso que haja uma avaliação médica para explicar o que precisa, qual o medicamento importante para cada sintoma”, completou Marcos

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