Instituto Butantan dá início aos testes clínicos da vacina Butanvac

Instituto prevê 17 semanas para concluir estudos; voluntários passam por exames e primeiras aplicações devem ser feitas nos próximos dias

Ribeirão Preto – O governador João Doria (PSDB) participou na manhã desta sexta-feira (9), do início dos testes clínicos da Butanvac, no hemocentro do Hospital das Clínicas, na Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto. A Butanvac, produzida pelo Instituto Butantan, é uma das candidatas à vacina contra Covid-19 com fabricação 100% nacional. No evento, Doria e Dimas Covas, diretor do Butantan, reforçaram a importância do produto para contribuir com a revacinação dos brasileiros em 2022.

Nesta sexta-feira (9), ainda não houve aplicação de doses. Seis voluntários começaram a passar por exames para poder receber a Butanvac, que começa a ser aplicada em participantes dos ensaios clínicos nos próximos dias. Na quarta-feira (7), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início dessa etapa após o Butantan encaminhar novos documentos que a agência havia solicitado. Até o fim dos testes para a liberação da vacina, o número de voluntários deve ser dez vezes maior do que o atual.

(Foto: Ronaldo Silva / Futura Press / Estadão Conteúdo)

Nesta primeira etapa, iniciada nesta sexta-feira (9), os voluntários serão divididos em quatro grupos. O grupo 1 será vacinado com um micrograma; três microgramas serão aplicados no grupo 2. Já o grupo 3 vai receber 10 microgramas. O quarto grupo é vacinado com placebo. Os voluntários não ficam sabendo em que grupo estão. A partir daí, passam a ser avaliadas a segurança da vacina e qual a dosagem do imunizante será incorporada à vacina definitiva.

Nas etapas seguintes, a Butanvac será avaliada em relação à resposta imune que produz. A previsão é que os estudos levem aproximadamente 17 semanas. Como o Estadão mostrou, o Butantan quer encurtar a fase três dos ensaios clínicos. A Anvisa, no entanto, afirma que ainda não há “consenso científico” sobre esse novo modelo.

A Butanvac pode ser a primeira vacina com princípio-ativo, o IFA, produzido no Brasil. Para a produção da Coronavac, por exemplo, esse componente precisa ser importado da China. Além de facilitar a produção no País, a novidade deve favorecer o menor custo de produção dessa vacina. O Butantan já tem 10 milhões de doses prontas em estoque.

Anúncio