Intensificação do combate ao Aedes aegypti termina no bairro Nova Cidade em Manaus

Ao todo, nos quatro Distritos de Saúde, foram visitados 17.489 imóveis, sendo 6.690 no norte, 2.107 no sul, 6.200 no oeste e 2.492 no leste

Manaus – Encerrando a programação de intensificação de Educação em Saúde do combate ao Aedes aegypti nos bairros com maior número de casos de dengue em Manaus, a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), realizou nesta sexta-feira (26), ação no bairro Nova Cidade, zona norte. No total, só neste bairro, foram realizadas 450 visitas em imóveis, com atuação de 39 profissionais de saúde, incluindo 18 agentes de endemias, e distribuição de material educativo.

O trabalho foi executado pelas equipes de Educação em Saúde e de controle de endemias do Distrito de Saúde (Disa) Norte com visita em domicílio, para orientar a população sobre a atuação no combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

De acordo com a gerente de Promoção da Saúde, da Semsa, Altemira Diniz de Lima, a ação no bairro Nova Cidade finalizou o trabalho iniciado na última terça-feira (23), no bairro Lírio do Vale, zona oeste, e que aconteceu também nos bairros Japiim, zona sul, e Zumbi, zona leste. Ao todo, nos quatro Distritos de Saúde, foram visitados 17.489 imóveis, sendo 6.690 no norte, 2.107 no sul, 6.200 no oeste e 2.492 no leste.

Ações de intensificação do combate ao Aedes aegypti termina no bairro Nova Cidade em Manaus (Foto: Divulgação / Semsa)

“A Semsa organizou as atividades com o objetivo de promover a sensibilização da população para a eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, como nos determinou o prefeito David Almeida, reduzindo assim o número de casos de dengue no município de Manaus, que tem registrado um aumento de casos da doença este ano”, informou Altemira Diniz.

O município de Manaus registrou, entre 1º de janeiro e 26 de março de 2021, um total de 1.532 casos notificados de dengue, sendo que em todo o ano passado foram registradas 2.247 notificações da doença.

“Como a maioria dos criadouros do Aedes é encontrada dentro dos domicílios, a mobilização da população é a base para o controle da transmissão da dengue. E a Educação em Saúde é transversal em todas as áreas da saúde, já que faz com que cada pessoa tenha o entendimento que é corresponsável nas ações de controle das doenças, promovendo o autocuidado e complementando o trabalho realizado pelos profissionais de saúde no controle do Aedes aegypti”, afirmou Altemira Diniz.

O chefe do setor de Controle de Endemias do Disa Norte, Francisco Valter da Silva Júnior, ressaltou que a ação realizada no Nova Cidade foi uma forma de complementar o trabalho que já vem sendo feito no bairro, com o controle químico do mosquito, a partir da aplicação de inseticida.

“A ação realizada nesta sexta-feira foi para orientar os moradores sobre os cuidados e as formas de prevenção, com a inspeção dos imóveis para a eliminação dos criadouros do mosquito. No bairro do Nova Cidade, as notificações de dengue estão ocorrendo de forma concentrada na quarta e quinta etapa do bairro, além do conjunto Cidadão, e, por esse motivo, as ações foram intensificadas nessas áreas como forma de quebrar o ciclo de transmissão”, destacou Francisco Júnior.

Durante a ação, os moradores foram orientados para a utilização da estratégia “Check List – 10 Minutos contra o Aedes”, em que cada pessoa pode realizar, em 10 minutos por semana, a vistoria nos imóveis, verificando os recipientes que acumulam água, como tonéis, caixa d’água, calhas, ralos, piscinas, vasos de planta, lajes, pneus e garrafas. Como o ciclo reprodutivo, do ovo ao mosquito adulto, leva de sete a 10 dias, a vistoria e eliminação dos criadouros evita a proliferação do Aedes.

A chefe do setor de Educação em Saúde e Mobilização Social da Semsa, Lilian Zacarias, explicou que a intenção é continuar realizando as ações nos bairros, nas quatro zonas urbanas de Manaus (norte, sul, leste e oeste). “As equipes de saúde continuam mobilizadas para o combate ao Aedes e a programação será elaborada de acordo com o cenário de incidência dos casos de dengue, zika e chikungunya”, concluiu Lilian Zacarias.

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