Jovens estão entre os que mais sofrem de problemas gastrointestinais, dizem especialistas

Má alimentação, sedentarismo, estresse, obesidade, alcoolismo, tabagismo e uso de anti-inflamatórios. Estes são alguns dos fatores de risco mais comuns nas doenças gastrointestinais

Manaus – Má alimentação, sedentarismo, estresse, obesidade, alcoolismo, tabagismo e uso de anti-inflamatórios. Estes são alguns dos fatores de risco mais comuns nas doenças gastrointestinais, o que torna frequentes queixas sobre azia, má digestão, gastrite e refluxo.

Má alimentação, sedentarismo, estresse, obesidade, alcoolismo, tabagismo e uso de anti-inflamatórios são fatores de risco. (Foto: Agência Brasil)

Para alertar sobre estes e outros males, a World Gastroenterology Organization (Organização Mundial de Gastroenterologia – WGO) promove globalmente o Dia Mundial da Saúde Digestiva, celebrado nesta terça-feira, 29 de maio.

Em Manaus, assim como em outras partes do país e do mundo, profissionais da área aproveitam a data para chamar a atenção da população sobre a necessidade de prevenção, diagnóstico precoce, acompanhamento médico e tratamento adequado desses problemas, e alertam que entre a população mais afetada estão os jovens, principalmente adolescentes.

Mas não é qualquer mal-estar no estômago ou intestino que pode ser considerado doença. Para isso, é preciso que haja um quadro de repetição. “Quando o paciente apresenta tais sintomas por mais de três meses, já pode-se considerar uma síndrome dispéptica, necessitando de investigação adicional”, orienta a gastroenterologista da Medinova GastroCentro, Thianny Machado.

“As queixas digestivas são extremamente comuns. Estima-se que cerca de 30% da população mundial sofra de dispepsia, que é o termo médico usado para descrever todos esses sintomas. Em Manaus, nos chama atenção o número de jovens que chega ao consultório com alguma queixa gastrointestinal, correspondendo a cerca de 50% da demanda”, comenta a médica.

Ainda conforme a especialista, a dispepsia é uma doença multifatorial, mas, com certeza, os hábitos alimentares estão entre os principais fatores desencadeantes do problema, sobretudo na população mais jovem, como os adolescentes, que costumam se alimentar muito mal do ponto de vista nutricional ou ainda, ficar muitas horas se se alimentar.

Doutora Thianny também cita a importância da infecção pelo Helicobacter Pylori, bactéria responsável por boa parte dos sintomas de gastrite, e os fatores de cunho emocional, que também têm grande influência nos sintomas dispépticos. São as chamadas ‘gastrites nervosas’, relacionadas ao estresse e à ansiedade.

“Nos mais jovens, além da questão alimentar, esses problemas estão ligados também a questões emocionais, como a pressão dos pais em relação aos resultados na escola ou mesmo aos relacionamentos afetivos, quando estes não vão bem”, explica a doutora Thianny Machado. Ela informa que a prevalência da dispepsia é maior nas mulheres do que nos homens.

Queixas mais frequentes

Em relação às doenças mais comuns no consultório de gastroenterologia, a gastrite e o refluxo representam as principais, sendo a primeira responsável por até 70% da demanda, segundo o doutor Tiago Cardoso, cirurgião gástrico da Medinova GastroCentro.

Os especialistas ressaltam que, apesar de serem doenças com mecanismos fisiopatológicos diferentes, gastrite e refluxo têm fatores desencadeantes em comum, que, como já citados anteriormente, estão relacionados ao estilo de vida de cada indivíduo.

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