Minas Gerais informa caso suspeito de coronavírus; paciente esteve em Xangai

De acordo com comunicado, a paciente e desembarcou em Belo Horizonte “com sintomas respiratórios compatíveis com doença respiratória viral aguda”

São Paulo – A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais emitiu nota informando que uma mulher de 35 anos está internada num hospital de Belo Horizonte com suspeita de coronavírus. A paciente esteve Xangai, na China, recentemente, e desembarcou na capital mineira no último sábado (18), “com sintomas respiratórios compatíveis com doença respiratória viral aguda”, segundo o comunicado.

Primeiro caso de coronavírus surgiu na região da cidade chinesa Wuhan (Foto: Reprodução)

O quadro da mulher foi notificado pela secretaria como “suspeito”, levando-se em consideração “o contexto epidemiológico atual do país onde a paciente esteve”.

A Secretaria Estado de Saúde afirma que ela está “clinicamente estável” e que o caso “segue em investigação”.

A nota ainda afirma que a paciente, de acordo com o próprio relato dela, não esteve na região de Wuhan, cidade chinesa onde surgiu o primeiro caso, e nem se lembra de ter entrado em contato no país com alguém que apresentasse sintomas de coronavírus.

O principal sintoma do novo coronavírus chinês é uma febre forte, que pode vir acompanhada de tosse, aperto no peito, falta de ar e dificuldade de respirar. Alguns pacientes examinados tinham líquido nos pulmões, caracterizando pneumonia viral.

A origem do coronavírus ainda é desconhecida. A hipótese mais provável é de que a fonte primária do vírus seja animal e que tenha começado a circular em um mercado de frutos do mar em Wuhan. As autoridades, porém, não identificaram qual foi o suposto animal infectado ou como começou a transmissão.

Coronavírus são uma grande família de vírus da qual alguns são responsáveis por causar doenças em humanos. A maioria circula em animais como camelos, gatos e morcegos. Os coronavírus animais raramente podem evoluir, infectar pessoas e se espalhar, como foi observado durante os surtos da Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS, na sigla em inglês) e da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, na sigla em inglês).

Vários pacientes internados em Wuhan frequentavam o mercado de frutos do mar da cidade chinesa, o que sugeriu inicialmente que a transmissão do novo coronavírus ocorresse dos animais para as pessoas. No entanto, cresceu a quantidade de infectados que não tiveram nenhum tipo de contato com o mercado, indicando que a transmissão da doença possa se dar de pessoa para pessoa.

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