Ministério da Saúde recomenda adiar vacinação de crianças contra a gripe

A recomendação foi motivada pelo cuidado a ser adotado com os idosos, principal grupo de risco e faixa etária com maiores índices de mortalidade

Brasília – O Ministério da Saúde recomendou nesta terça-feira (24) às secretarias estaduais e municipais de Saúde que adiem a vacinação de crianças nesta primeira etapa da campanha de imunização contra a gripe, como forma de prevenção à contaminação pelo novo coronavírus (Covid-19). A campanha teve início no último fim de semana em alguns Estados e na segunda-feira (23) em outros, para idosos acima de 60 anos.

Ministério recomendou adiar vacinação de crianças nesta primeira etapa da campanha de imunização contra a gripe (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

A primeira fase previa imunizar idosos e crianças. Em diversas cidades, filas se formaram e secretarias de saúde vêm buscando formas de realizar a vacinação assegurando o distanciamento, embora tal preocupação não tenha conseguido evitar aglomerações em locais de acesso.

A recomendação de adiamento para crianças foi motivada, de acordo com o Ministério da Saúde, pelo cuidado a ser adotado com os idosos, principal grupo de risco e faixa etária com maiores índices de mortalidade.

As crianças, ao contrário, são a faixa com menor índice de letalidade, mas podem contribuir para difundir o vírus. “A medida preventiva tem o objetivo de reduzir o contato dos idosos com crianças, já que estas são importantes transmissores e disseminadores das doenças respiratórias”, explicou o ministério, em nota.

Assim, os pais devem aguardar para levar os filhos aos postos de saúde e outros locais de vacinação a partir do dia 16 de abril. A medida também vale para os adultos, mas com exceções para locais com alta incidência de outras doenças.

“Para Estados com circulação ativa do vírus de sarampo e febre amarela, é recomendada a continuidade da vacinação para as duas doenças, e que estas estratégias ocorram de forma planejada afim de evitar concentração de pessoas”, orientou Ministério da Saúde.

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