No AM, malária ultrapassa 55 mil casos no ano e põe Estado em ‘alerta’

De acordo com dados da FVS, o Estado registrou 56.615 mil casos da doença, de janeiro a setembro deste ano. Tratamento tardio ou deficiente da doença pode levar à morte

Manaus – De agosto para setembro, o total de casos de malária em 2017 aumentou 20% no Amazonas, segundo levantamento da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), divulgado nesta sexta-feira (13). O tratamento tardio ou deficiente da doença pode levar à morte. De acordo com dados da FVS, até setembro deste ano, o Amazonas registrou 56.615 mil casos da doença. Até agosto, conforme publicado pela REDE DIÁRIO, em meados de setembro, a incidência de malária chegava a 47.046 mil casos.

Conforme a FVS, por meio de assessoria de imprensa, os registros da doença, até setembro, representam um aumento de 53% em relação ao mesmo período de 2016, que contabilizou 36.793 mil casos.

Os sintomas da malária incluem febre, dor de cabeça e vômitos, que geralmente aparecem entre 10 e 15 dias após a picada do mosquito (Foto: Divulgação)

Entre os municípios que apresentaram maior número, até setembro deste ano, conforme levantamento do Governo Estadual, estão Manaus (7.391 casos), São Gabriel da Cachoeira (7.372), Barcelos (5.891), Santa Izabel do Rio Negro (5.743), Coari (3.537), Guajará (2.335) e Lábrea (1.872).

De acordo com o diretor- presidente da FVS, Bernardino Albuquerque, o aumento de casos foi registrado, principalmente, nas cidades localizadas na calha do Alto Rio Negro e Médio Solimões. “Em relação aos municípios do Alto Rio Negro, uma preocupação tem sido a reintrodução do plasmodium falciparum, espécie de parasita da malária, que tem evolução rápida podendo levar o paciente a óbito”, destacou.

Casos de malária no Amazonas aumentam 47% até agosto, apontam dados da FVS

A Secretaria Estadual de Saúde (Susam) informou que irá convocar representantes das prefeituras dos 62 municípios do Amazonas para traçar estratégias de controle do mosquito transmissor da malária, além das ações de diagnóstico e tratamento da doença. Segundo o secretário estadual de Saúde, Francisco Deodato, até o final do ano, a FVS irá receber novos materiais para combater o mosquito como, mosquiteiros impregnados com inseticidas a serem distribuídos no interior do Estado.

Primeiro semestre

Bernardino informou que, no primeiro semestre, em conjunto com as Secretarias Municipais de Saúde do Estado, a FVS implementou um plano de ações que incluiu a ampliação da rede de diagnóstico e de combate ao vetor e a realização de cursos de capacitação para os novos controladores municipais, responsáveis pela execução de combate à endemia. Além disso, conforme a Fundação, foram reforçadas as medidas de proteção individual e familiar com a distribuição de mosquiteiros impregnados com inseticidas.

A FVS informou ter disponibilizado, também no primeiro semestre, 6 mil kits de coleta para diagnóstico da malária. A iniciativa contribui com a busca ativa de casos suspeitos da doença. “Com o kit, o agente de saúde que for visitar as casas de moradores da zona rural, e identificarem uma pessoa com febre (caso suspeito), poderá imediatamente coletar o material e fazer o exame e, assim, iniciar o tratamento de forma precoce”, disse.

Albuquerque destacou que a população tem um papel importante no controle da doença, permitindo o acesso dos agentes de endemias às residências e evitando a exposição ao mosquito transmissor da malária nos horários de maior risco de infecção da doença.

Malária

A malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários, transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. Quando tratada em tempo oportuno e adequadamente, evolui para a cura sem complicações. No entanto, o tratamento tardio ou deficiente pode levar à morte. Todas as ações de combate e controle da malária são coordenadas pelo Estado e executadas pelas Secretarias Municipais de Saúde.

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