Pandemia pode ser apenas uma das causas da sua insônia; saiba mais

O Dia Mundial do Sono, comemorado nesta sexta (19) relembrou que 2/3 dos brasileiros adultos têm o sono comprometido e precisam procurar ajuda

São Paulo – A importância de noites bem dormidas e a boa qualidade do sono ganham destaque nesta sexta-feira (19), Dia Mundial do Sono, quando boa parte da população mundial e brasileira vem relatando problemas relacionados a um dos momentos mais revigorantes, o ato de dormir.

Uma pesquisa realizada, no país, no ano passado, demonstrou que 44% dos respondentes afirmaram dificuldade para pegar no sono, depois da chegada da covid-19. Pelo mundo, a situação é a mesma: no Reino Unido, a proporção de insones caiu de um a cada seis para um a cada quatro entrevistados; na China, a taxa de insônia aumentou de 14,6% para 20% e, na Grécia, quase 40% diziam estar sofrendo de insônia. É importante ressaltar que a pandemia pode ter agravado um quadro pré-existente de distúrbio do sono, que só será resolvido com um diagnóstico correto.

Neste contexto, a apneia do sono se destaca, pois acomete cerca de 1/3 da população adulta brasileira, e apesar de sua alta prevalência, segue sub-diagnosticada (Foto: Freepik/jcomp)

“Estima-se que quase 2/3 dos brasileiros adultos, tenham comprometimento da qualidade do sono, o que pode significar a presença de um ou mais distúrbios de sono para justificar este quadro, tais como a insônia, a privação do sono, os transtornos de ritmo circadiano, a apneia do sono, entre outros”, explica o doutor Luciano Drager (médico cardiologista, especialista em sono e vice-presidente da ABMS).

Neste contexto, a apneia do sono se destaca, pois acomete cerca de 1/3 da população adulta brasileira, e apesar de sua alta prevalência, segue sub-diagnosticada. A apneia respiratória do sono é caracterizada por períodos repetidos de dificuldade na passagem do ar pela região da garganta durante o sono, gerando na maioria das vezes, o ronco. O ato de dormir passa a ser não um descanso, mas um fator de má qualidade de vida, resultando em um quadro devastador ao indivíduo, com impactos sociais e econômicos. Durante a pandemia, esse quadro está ainda pior para muitos devido ao desconhecimento da população sobre o tema.

“No longo prazo, os pacientes podem ter problemas cognitivos, metabólicos e cardiovasculares, caso não tratem a apneia do sono. O tratamento apesar de complexo e multidisciplinar, é altamente possível. Além de ser necessário incluir na rotina a boa alimentação (principalmente em casos de obesidade) e a atividade física”, completa.

Um dos tratamentos mais efetivos contra a apneia é CPAP (Continuous Positive Airway Pressure), que utiliza pressão positiva contínua nas vias aéreas. O pressurizador de ar conectado por meio de uma máscara antes de dormir, funciona de modo a impedir a ocorrência dos eventos que impedem a boa respiração durante o sono.

“Há ainda certo preconceito em relação ao aparelho, uma vez que se trata de uma tecnologia que deve ser usada todos os dias e há um período de adaptação, mas sua indicação é bastante abrangente e engloba desde as formas mais moderadas de apneia até as mais graves. Em mais de 50% dos pacientes adultos que tem hoje a apneia, a indicação é pelo CPAP”, diz Claudia Albertini, head of Clininal Marketing da ResMed LATAM, empresa líder em saúde conectada e uma das maiores fabricantes mundiais do dispositivo.

Dentre os que iniciam o uso do CPAP, o sucesso na continuidade do tratamento depende do monitoramento da terapia e o comprometimento do paciente. O monitoramento periódico, por intermédio do AirView™, permite identificar vazamentos nas máscaras, identificação de eventos residuais e correção dos valores de pressão no CPAP, permitindo intervenções precoces e planejadas, evitando o abandono da terapia.

“Usando esta tecnologia na avaliação do uso do CPAP em um grande número de pacientes no Brasil, México e Estados Unidos, nós publicamos um trabalho recente mostrando que a adesão em média é muito boa (75% atingem um bom critério de uso) com a telemonitorização ao longo de um ano”, comenta o dr. Luciano Drager.

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