Rússia aprova a vacina Sputnik V produzida pela Argentina

Lote de 21 mil doses produzido no país superou de maneira satisfatória o controle de qualidade do instituto Gamaleya

Argentina – A Argentina conseguiu superar de maneira satisfatória o controle de qualidade do instituto russo Gamaleya no primeiro lote da vacina Sputnik V produzido em seu território, anunciou a ministra da Saúde, Carla Vizzotti.

Rússia aprova a vacina Sputnik V produzida pela Argentina. (Foto: Divulgação)

“O Instituto Gamaleya confirmou o controle de qualidade satisfatório dos três lotes de cada um dos componentes, três do componente um e três do componente dois, que foram enviados há algumas semanas, formulados e envasados no (laboratório) Richmond da Argentina para seu controle de qualidade”, disse Vizzotti em uma entrevista coletiva.

A farmacêutica privada Richmond produziu um lote de teste de 21.000 doses que foi transportado à Rússia. A partir deste resultado “vamos avançar firmemente na importação de antígenos para que a Argentina seja parte da cadeia de produção”, afirmou a ministra.

De acordo com o planejamento original, o laboratório argentino começará este mês com a produção de um milhão de doses mensais por um ano até o fim da construção de uma nova fábrica, onde pretende alcançar 5 milhões de doses por mês, o que fará do país o primeiro da América Latina a produzir a vacina Sputnik V – fármaco que já foi aprovado em mais de 60 países e tem eficácia de mais de 90%, segundo estudos.

Em 23 de dezembro de 2020, a Argentina foi o primeiro país da América Latina a aprovar o uso da Sputnik V, um dia antes de receber a primeira carga de 300.000 doses que permitiu, em 29 de dezembro, iniciar o processo de vacinação.

A ministra também afirmou que a Argentina está perto de alcançar 20 milhões de vacinas recebidas: nos próximos dias devem chegar ao país 1,3 milhão de doses da Sputnik V e 900.000 doses da AstraZeneca.

Até terça-feira, a Argentina aplicou 12,8 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19.

O país enfrenta o pior momento da pandemia, com mais de 3,8 milhões de contágios e 78.733 mortes em uma população de 45 milhões de habitantes.

A média de casos da última semana, quando foram respeitadas medidas mais rígidas para o deslocamento da população, caiu 8% na comparação com a semana anterior, disse Vizzotti, “mas permaneceu elevada, com 26.200 casos diários”.

A ocupação nas UTIs alcançou o máximo na terça-feira, com 7.417 pacientes internados com Covid-19.

Anúncio