Sardinha em lata pode prevenir diabetes tipo 2, aponta estudo

Pesquisa da Universidade da Catalunha, na Espanha, mostra que nutrientes presentes no peixe têm papel protetor contra a doença

Manaus – Segundo estudo científico recente, o consumo regular de sardinha em lata, um alimento de baixo custo, fácil de encontrar e de usar em receitas, e com alto teor de nutrientes benéficos para o corpo, possui efeito preventivo contra o diabetes tipo 2, adquirido devido ao estilo de vida.

Consumir sardinha em lata é benéfico para a saúde. (Foto: Divulgação)

A pesquisa da Universidade da Catalunha (UOC) e do Instituto IDIBAPS, na Espanha, revela que o consumo regular de sardinha, um peixe oleoso e rico em nutrientes como ômega 3 e cálcio, tem um efeito preventivo contra a diabetes tipo 2, a mais comumente diagnosticada.

No diabetes, os níveis de glicose (açúcar) no sangue são muito elevados. Trata-se de uma doença causada pela falta ou má absorção de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas. A insulina tem a função de quebrar moléculas de glicose e transformá-las em energia.

Os nutrientes presentes nas sardinhas, como taurina, ômega 3, cálcio e vitamina D, têm papel protetor contra esta enfermidade, que atinge cerca de 422 milhões de pessoas no mundo, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).

O estudo foi realizado com pessoas com mais de 65 anos diagnosticadas como pré-diabéticas, que adicionaram à dieta 200g de sardinha por semana (duas latas de sardinha com azeite) durante um ano, mas os resultados podem ser extrapolados para outras idades, segundo a pesquisadora Diana Díaz Rizzolo, que liderou o trabalho.

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(Foto: Divulgação)

Os efeitos saudáveis dos peixes oleosos (peixes marinhos gordurosos, como atum, bonito, cavala, salmão, anchova e sardinha) são reconhecidos: seus altos níveis de gorduras insaturadas ajudam a regular o colesterol e a prevenir doenças cardiovasculares.

“A sardinha é fácil de encontrar e seu consumo não só é economicamente acessível, mas é seguro e preventivo contra o diabetes tipo 2. É uma grande descoberta científica. É fácil recomendar seu consumo na consulta médica” explicou a professora Diana Rizzolo.

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