Saúde bucal em tempos de pandemia da Covid-19

Odontologistas estão reforçando os protocolos contra o coronavírus para clientes e equipes

Manaus – A pandemia do novo coronavírus mudou o comportamento da humanidade desde o seu surgimento, atingindo seu ápice entre os meses de março e abril deste ano. O Brasil nesta semana, atingiu a triste marca dos mais de 100 mil mortos pela Covid-19, número que coloca o País entre os mais atingidos pela doença. Em Manaus, aos poucos, a vida vai retornando ao normal, porém, mantidas as distâncias sociais, proibição de aglomerações e o uso em locais públicos de máscaras de proteção, este último deve durar por muito tempo a obrigação do seu uso. Um dos segmentos que foi afetado pela paralisação dos atendimentos por conta da pandemia foram os consultórios odontológicos. Passados noventa dias fechados, as clínicas odontológicas retornaram a pouco tempo com atendimento ao público, porém, mantendo as medidas de segurança recomendadas pela Organização Mundial da Saúde – OMS. Em Manaus o Cirurgião Dentista Jairo Santos, proprietário da Ortofácil Odontologia, que atua há 16 anos no mercado de Manaus,falou conosco e destacou algumas mudanças que ocorreram no retorno das atividades.

Passados noventa dias fechados, as clínicas odontológicas retornaram a pouco tempo com atendimento ao público (Foto: Divulgação/Semsa.

Para o Dr. Jairo, houve muitas mudanças no atendiomento odontológico, principalmente com a biossegurança. “Mesmo antes do conavírus já tínhamos o habito de usar o álcool em gel 70% na recepção e nos consultórios, e quando retornamos ao atendimento ficamos ainda mais rigorosos, para cuidar da segurança dos pacientes, funcionários e dentistas. Optamos em usar o pijama epidemiológico, viseiras faciais, mascaras N 95, botas sete léguas e luvas tanto para os funcionários como para os dentistas. Antes de agendar o paciente, ele respondia um formulário por telefone para poder agendar seu atendimento, e no dia da sua consulta na porta, seus calçados eram higienizados na agua sanitária, era aferido a temperatura, saturação e entregue o pro pé e enxaguam-te bucal para cada paciente, no consultório em cada atendimento as canetas de autorrotação e baixa rotação eram lavadas com clorexidina e álcool 70% as cadeiras e o chão da mesma forma. Além disso a clínica passou por uma desinfecção em todo o ambiente com o produto quaternário de amônia aplicado com equipamentos de nebulização, que assegura 98% de eliminação para vírus bactérias, ácaros e fungos”, enumera.

Agora, explica Jairo, a reabertura das atividades aliadas aos novos dados de infectados no Estado, com queda no número de óbitos, leva a uma adequação dessas medidas. “A clínica não adota mais o pijama, bota sete léguas e nem verifica mais a saturação dos pacientes, mas continuamos aferindo a temperatura, com a abordagem com álcool 70% e a higienização continua nos consultórios e nossos funcionários utilizam todos os EPI’S”.

Por parte do paciente, o profissional afirma que há necessidade de conscientizar que todos são grupo de risco e que todos os cuidados são necessários, além de idosos e crianças. “Os idosos por terem doenças assintomáticas agendamos eles sempre nos primeiros horários pela manhã e pela tarde tendo atendimento exclusivo”, destaca.
Já os profissionais da saúde procuram se prevenir e ter cuidados redobrados.

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