Surgimento de nódulos oculares pode estar ligado a casos graves de Covid-19

Segundo a pesquisa, em torno de 7% dos participantes, todos internados com casos graves de Covid-19, apresentaram nódulos oculares

Pesquisadores franceses observaram uma possível ligação entre o surgimento de nódulos oculares e casos graves de Covid-19. Os resultados do estudo, feito a partir de exames de ressonância magnética, foram publicados no portal da Radiological Society of North America (RNSA) na terça-feira (16).

Em torno de 7% dos participantes, todos internados com casos graves de Covid-19, apresentaram nódulos oculares. (Foto: © Pref de Três Barras SC/Divulgação/Direitos Reservados)

De acordo com o siteUOL, a equipe explica que, embora o novo coronavírus afete principalmente os pulmões, o vírus também pode estar ligado a um risco maior de desenvolvimento de doenças oculares infecciosas. Entre elas estão a conjuntivite e as retinopatias — lesões não inflamatórias da retina ocular, que podem levar à perda da visão.

Segundo a pesquisa, em torno de 7% dos participantes, todos internados com casos graves de Covid-19, apresentaram nódulos oculares. Agora, a equipe vai fazer outras análises para apontar se há relação direta entre o surgimento dos nódulos e o novo coronavírus.

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Formação de nódulos é desconhecida

O processo de formação dos nódulos permanece desconhecido para os pesquisadores e pode ou não estar relacionado ao processo inflamatório desencadeado pelo vírus. Uma das hipóteses é a drenagem inadequada das veias oculares, um efeito relativamente comum em pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

Outra possibilidade é a preexistência de doenças como obesidade, diabetes e hipertensão, que colocam os pacientes no grupo de risco para a Covid-19. Entre as 129 pessoas acompanhadas, nove apresentaram nódulos oculares: seis eram obesas, duas diabéticas e duas hipertensas, e algumas tinham mais de uma comorbidade.

O estudo da RNSA demonstra a importância do acompanhamento de pacientes graves de Covid-19, mesmo após a alta. Só assim é possível monitorar sequelas ainda desconhecidas da doença.

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