Teste do Pezinho: exame é fundamental para detectar doenças nos bebês

O exame possibilita o desenvolvimento saudável dos recém-nascidos

Manaus – O teste do pezinho é um exame realizado em recém-nascidos, logo nos primeiros dias de vida. A importância dessa testagem de triagem neonatal é fundamental para detectar precocemente doenças metabólicas, genéticas, enzimáticas e endocrinológicas, que podem prejudicar o desenvolvimento saudável da criança.

(Foto: Douglas Santos/SES-AM )

Simples e rápido, o exame é feito a partir de algumas gotinhas de sangue colhidas do calcanhar do bebê e deve ser feito entre o terceiro e o quinto dia de vida do bebê. A enfermeira Risonete Valente, que atua na Maternidade Ana Braga, explica que o teste é capaz de rastrear até sete doenças e ressalta a importância de realizar e dos pais buscarem o resultado.

“É importante que após a coleta, os pais retornem para receber o resultado para que, em caso de alteração, um pediatra possa dizer se a criança vai precisar ser acompanhada ou não”, disse a enfermeira.

Esse teste é tão importante que foi incluído no Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), do Ministério da Saúde, em 1992. Desde então, a realização do teste do pezinho é obrigatória e gratuita em todo o país. O Sistema Único de Saúde (SUS) faz 2,4 milhões de exames por ano em mais de 28 mil locais, entre maternidades e Unidades Básicas de Saúde.

Todas as maternidades da rede estadual de saúde do Amazonas realizam o teste rotineiramente após o parto, antes da alta hospitalar, entre o 3º e 5º dia de vida do recém-nascido. Para pegar o resultado do exame, é necessário entrar em contato com a unidade responsável pela realização do exame. Normalmente, o contato é feito por telefone ou pessoalmente, por isso, é necessário fornecer informações como o nome completo do paciente e o protocolo.

Detecção e tratamento de doenças

A partir da realização do teste, os bebês têm acesso a exames confirmatórios e são encaminhados para o agendamento de consulta com especialistas na rede estadual de saúde, assegurando a linha de cuidado necessária para cada doença, como explica a Naiara Pereira, da Coordenação Estadual de Saúde da Criança.

“É importante que os pais conversem com o profissional de saúde, com o pediatra, para que ele seja referenciado na rede. Em caso de alterações, a gente tem unidades de referência que vão fazer o acompanhamento e o tratamento dessas patologias. Com o resultado, podemos saber qual encaminhamento poderá ser feito” disse a coordenadora.

Na rede estadual de saúde, as unidades de referência para esses atendimentos são o Instituto de Saúde da Criança do Amazonas (Icam), a Policlínica Codajás e a Fundação de Medicina Tropical, que oferecem o acompanhamento e o tratamento necessários para as patologias identificadas.

Anúncio