Vazamento expõe 100 milhões de contas de celular, incluindo de Bolsonaro

O cibercriminoso afirma ter informações de 57,2 milhões de contas telefônicas da Vivo

Brasília – Na última terça-feira (9), a empresa de cibersegurança PSafe informou o vazamento de um banco de dados que armazenava registros de mais de 100 milhões de celulares. Segundo eles, os funcionários da empresa encontraram o banco de dados na deep web, com o criminoso afirmando possuir dados extraídos das operadoras Vivo e Claro.

De acordo com a empresa, o banco de dados está em posse de informações como nome completo do assinante, endereço dos usuários e o número de celular destes. A PSAFE não garante que as informações teriam origem das operadores apontadas, em entrevista ao portal NeoFeed.

O cibercriminoso afirma ter informações de 57,2 milhões de contas telefônicas da Vivo (Foto: Marcello Casal Jr/ABr)

“Não podemos tomar como evidência as alegações de um cibercriminoso. A certeza que é que são dados de grandes operadoras de telefonia do Brasil”, afirmaram.

Os dados estariam sendo comercializados por mais de US$1 de dólares, com até mesmo um desconto sendo oferecido para compradores que efetuarem a aquisição de milhões de registros. O cibercriminoso, para comprovar a veracidade dos fatos, revelou informações do presidente Jair Bolsonaro e dos apresentadores William Bonner e Fátima Bernardes, figuras públicas do país.

O cibercriminoso afirma ter informações de 57,2 milhões de contas telefônicas da Vivo. A base traria os seguintes dados: Nome; Número de telefone; RG; Data de habilitação da linha; Endereço; Maior atraso e menor atraso no pagamento; Dívidas; Valor de faturas e se é pré-pago ou pós-pago. Já no caso da Claro, ele cita que contém 45,6 milhões de registros. Entre eles: CPF; CNPJ; Tipo de plano; Endereço; E-mail; Número de telefone. Ambas as empresas não confirmaram o vazamento.

De acordo com a PSafe, já foi possível localizar a carteira virtual do criminoso, com transações relacionadas a base de dados já sendo observadas. A empresa também investiga se existe ligação com o vazamento recente de 223 milhões de CPF’s.

Anúncio