WhatsApp explica o que acontece se usuários se recusarem a aceitar novos termos

O WhatsApp indica que os usuários ‘correrão o risco de perder todas as funcionalidades da plataforma se não aceitarem a política de privacidade atualizada’

EUA –  O WhatsApp publicou uma nota oficial em seu blog, na última quinta-feira (19), explicando que os usuários do mensageiro, eventualmente, terão que aceitar os novos termos de privacidade para continuar usando o serviço. A plataforma, inclusive, detalhou as consequências previstas para quem não concordar com as alterações até o prazo final, marcado para o dia 15 de maio.

Segundo o Whatsapp, ainda será possível exportar históricos de chat tanto no Android quanto no iPhone depois do dia 15 de maio. (Foto: Marcello Casal Jr-Agencia-Brasil)

De acordo com o WhatsApp, na seção de perguntas frequentes (FAQ) do site, o WhatsApp indica que os usuários “correrão o risco de perder todas as funcionalidades da plataforma se não aceitarem a política de privacidade atualizada”. De acordo com a postagem, o serviço não vai excluir as contas, mas limitará suas funcionalidades.

“O WhatsApp não apagará sua conta, mesmo se você não aceitar a atualização dos Termos de Serviço até essa data. Entretanto, você não poderá usar alguns recursos do WhatsApp até aceitar essa atualização. Por um curto período, você ainda poderá receber chamadas e notificações, mas não poderá ler nem enviar mensagens pelo app”, diz a atualização na seção de perguntas e respostas do site oficial do mensageiro.

Leia mais: WhatsApp retoma mudanças de privacidade com nova mensagem ao público

“Por um curto período, você poderá receber chamadas e notificações, mas não poderá ler ou enviar mensagens”, descreveu o WhatsApp. Esse espaço de tempo, de acordo com o mensageiro, vai durar apenas algumas semanas.

Segundo o Whatsapp, ainda será possível exportar históricos de chat tanto no Android quanto no iPhone depois do dia 15 de maio. No entanto, caso o usuário prefira encerrar a conta no WhatsApp, o aplicativo ressalta que não será possível reverter a exclusão, já que essa opção “apaga seu histórico de mensagens e exclui os backups”.

Após as críticas pela mudança polêmica, o aplicativo começou a implementar um novo formato de comunicação com o público. Agora, o foco do WhatsApp é garantir aos usuários que as conversas pessoais continuarão contando com criptografia de ponta a ponta, como sempre aconteceu.

As alterações serão direcionadas para as contas comerciais, quando o serviço é utilizado, por exemplo, para entrar em contato com o atendimento ao consumidor. Essas mensagens não serão protegidas pelo recurso de segurança, podendo ser analisadas pelos algoritmos da plataforma com o propósito de “encontrar informações relevantes para anúncios” ou serem “armazenadas nos servidores da companhia”.

O WhatsApp ainda aproveitou para criticar o rival Telegram, que se aproveitou da revolta do público para atrair novos usuários. O mensageiro afirmou que o Telegram, apesar de se apresentar como alternativa, não oferece criptografia de ponta a ponta por padrão.

As novas políticas de privacidade do WhatsApp entram em vigor pouco mais de 3 meses após a data original, 8 de fevereiro de 2021.

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